Gestão
07 Desperdícios do Lean, evite e eleve sua produtividade
Os 7 desperdícios do Lean são: defeitos, superprodução, transporte, espera (filas), estoque, movimentação desnecessária e processamento desnecessário. Desperdício, no Lean, é tudo aquilo que não agrega valor ao fluxo produtivo - e a melhoria contínua é, na prática, a eliminação constante desses desperdícios.
- Defeitos
- Corrigir defeitos é caro, insatisfaz o cliente e mostra ineficiência do processo.
- Superprodução
- Produzir mais do que o necessário, gerando estoque e risco de retrabalho.
- Transporte
- Movimentar excessivamente materiais ou código, gerando custo e risco de defeitos.
- Espera (filas)
- Pessoas ociosas esperando dependências entre tarefas serem resolvidas.
- Estoque
- Todo trabalho iniciado e ainda não terminado (work in progress).
- Movimentação desnecessária
- Pessoas se deslocando demais para buscar informação ou alinhamento.
- Processamento desnecessário
- Fazer mais do que o necessário em processos burocráticos que não agregam valor.

Taiichi Ohno, considerado o criador do Sistema Toyota de Produção e pai do Kanban, tinha um hábito curioso ao contratar: deixava o candidato observar a produção por um dia inteiro e, ao final, perguntava o que poderia ser melhorado naquele fluxo. Se a resposta trouxesse algo que realmente agregasse valor, a contratação acontecia. Ohno queria criar nas pessoas o mindset de estar sempre atento a oportunidades de melhoria.
Falar de melhoria contínua no Lean é, na prática, falar de eliminar desperdícios – tudo aquilo que não agrega valor ao fluxo produtivo. Existem 7 desperdícios do Lean que devem estar sempre no radar para serem eliminados.
Defeitos
Corrigir defeito é um desperdício.
Defeitos são caros para corrigir, o cliente não gosta e eles mostram ineficiência do processo – ineficiência é sinônimo de desperdício. Por isso, é importante ter um processo que previna a existência de defeitos, cuidando não só da qualidade da entrega, mas da qualidade do próprio processo.
Superprodução
Acontece quando se produz mais do que o necessário e é preciso armazenar o excedente, ou quando o processo produtivo está inchado com atividades e fluxos desnecessários. No mundo do software, além de desperdício, é um risco alto: produzir demais e ativar valor de menos aumenta a chance de uma definição de negócio mudar e tornar tudo aquilo inútil. A regra é produzir apenas o necessário, nem mais, nem menos.
Transporte
Acontece quando é preciso movimentar excessivamente materiais ou o que foi produzido, gerando estoque, filas e custo de transporte. No desenvolvimento de software, isso se traduz em movimentar código – merges, sincronizações e operações que podem gerar defeitos. Automatizar esse “transporte” de código reduz bastante esse desperdício.
Espera (filas)
Ficar ocioso esperando algo é um desperdício – comum quando há dependências entre tarefas, deixando pessoas paradas esperando outras terminarem alguma atividade. É necessário ter um fluxo produtivo que minimize a ociosidade e diminua as dependências.
Estoque
Estoque é tudo o que foi iniciado e ainda não foi terminado – todo trabalho “in progress”. Quanto maior a quantidade de itens em andamento, maior o estoque gerado. É comum em trabalhos organizados por Release, com várias funcionalidades desenvolvidas para serem validadas de uma vez, como um “pacote”. Para minimizar o estoque, é preciso controlar o work in progress.
Movimentação desnecessária
Pessoas se movimentando demais para buscar informações ou alinhamentos também é desperdício. Ter um layout de trabalho que favoreça a comunicação e interação entre as pessoas é fundamental para reduzir essa ineficiência.
Processamento desnecessário
É aquela sensação de fazer coisa demais que não agrega valor – comum quando se gasta muito tempo em algo que não agrega tanto, ou quando o processo está inchado com atividades que as pessoas realizam sem entender bem o porquê. Normalmente acontece em processos burocráticos que exigem muita documentação sem fazer diferença real no resultado do produto.
Existem outros desperdícios e variações dependendo do ramo de atividade, mas o segredo é estar sempre atento às oportunidades de melhoria do processo. Fazer somente o necessário é um grande segredo de produtividade.
Erros comuns ao identificar desperdícios do Lean
- Confundir produtividade com produzir mais, sem considerar o risco da superprodução.
- Manter muitos itens “in progress” ao mesmo tempo, aumentando o estoque de trabalho não terminado.
- Ignorar o custo de transporte de código (merges, sincronizações) como fonte real de desperdício.
- Manter processos burocráticos que exigem documentação sem valor real para o produto final.
Perguntas frequentes sobre os desperdícios do Lean
Quais são os 7 desperdícios do Lean?
Defeitos, superprodução, transporte, espera (filas), estoque, movimentação desnecessária e processamento desnecessário.
O que é considerado desperdício no Lean?
Tudo aquilo que não agrega valor ao fluxo produtivo.
Como reduzir o desperdício de estoque no desenvolvimento de software?
Controlando o work in progress – limitando a quantidade de itens iniciados e ainda não terminados ao mesmo tempo.
Quem criou o conceito que deu origem aos desperdícios do Lean?
Taiichi Ohno, criador do Sistema Toyota de Produção e pai do Kanban.